Os animais incluídos no clado Eumetazoa são caracterizados por apresentarem o epitélio dividido em uma camada interna de células digestivas, a endoderme, e uma camada externa protetiva, ou dorsal, a ectoderme. Na linhagem que deu origem aos eumetazoários, as funções de transporte e de metabolismo realizadas pelas células internas pode ter permitido a especialização de células externas em uma camada embrionária ectodérmica [1].
Fazem parte deste grupo os Filos Placozoa, Ctenophora, Cnidaria e Bilateria. De acordo com Claus Nilsen (2019) [2], a hipótese de que os ctenóforos representem o primeiro ramo divergente de Metazoa pode implicar que as esponjas (Porifera) tenham perdido a cavidade gástrica e sofrido uma reversão para a digestão intracelular, ou que a cavidade gástrica e a digestão extracelular evoluiram de forma convergente em ctenóforos e em ParaHoxozoa. Nilsen comenta que as duas possibilidades são altamente improváveis. Várias evidências indicam que as camadas germinativas e a gastrulação evoluíram cedo no ramo dos eumetazoários a partir de programas de desenvolvimento utilizados para a simples padronização de células nos primeiros metazoários.
Originalmente, Eumetazoa incluía apenas os animais que apresentavam duas ou mais camadas germinativas, tecidos e órgãos. Tais estruturas estão ausentes em esponjas e nos placozoários. Entretanto, todos os estudos mais recentes sobre filogenia molecular apontam para uma posição mais elevada de Placozoa na árvore da vida, as vezes como grupo irmão de Cnidaria, as vezes como grupo irmão de Cnidaria+Bilateria. Em termos morfológicos, Claus Nielsen [3] sugere que os placozoários podem ser descendentes de um ancestral diploblástico. É possível que este ancestral tendo perdido secundariamente a cavidade gástrica através de um processo de expansão da periferia do corpo fazendo com que o endoderma digestivo ciliado se tornasse a sola digestiva rastejante dos atuais placozoários.
[1] Hashimshony, T., Feder, M., Levin, M., Hall, B. K., & Yanai, I. (2015). Spatiotemporal transcriptomics reveals the evolutionary history of the endoderm germ layer. Nature, 519(7542), 219-222.
[2] Nielsen, C. (2019). Early animal evolution: a morphologist’s view. Royal Society open science, 6(7), 190638.
[3] Nielsen, C. (2019). Early animal evolution: a morphologist’s view. Royal Society open science, 6(7), 190638.
Publicado em 10/04/2022
1173 visualizações
Publicado em 07/11/2017
1266 visualizações
Publicado em 09/01/2025
1114 visualizações
Publicado em 14/07/2026
185 visualizações
Publicado em 30/03/2026
547 visualizações
Publicado em 04/01/2022
1803 visualizações
Publicado em 02/04/2024
1426 visualizações
Publicado em 18/09/2026
78 visualizações
Publicado em 09/08/2020
1346 visualizações
Publicado em 18/10/2022
1709 visualizações
Publicado em 04/09/2026
152 visualizações
Publicado em 11/11/2018
1273 visualizações
Publicado em 16/11/2022
3442 visualizações
Publicado em 07/05/2025
1237 visualizações
Publicado em 26/08/2020
5815 visualizações
Publicado em 20/01/2022
1659 visualizações
Publicado em 04/11/2021
2351 visualizações
Publicado em 13/01/2019
1387 visualizações
Publicado em 05/06/2020
6595 visualizações
Publicado em 15/10/2020
1952 visualizações
Publicado em 11/03/2025
4330 visualizações
Publicado em 25/04/2022
1631 visualizações
Publicado em 04/01/2022
2620 visualizações
Publicado em 04/02/2020
2496 visualizações
Publicado em 19/09/2026
72 visualizações
Publicado em 06/02/2025
1319 visualizações
Publicado em 21/09/2018
2343 visualizações
Publicado em 29/09/2022
2258 visualizações
Publicado em 08/07/2021
1705 visualizações
Publicado em 19/09/2026
66 visualizações