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Peixe-pedra Scorpaena plumieri

Publicado por Aléssio F.

no dia 13/02/2026

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Descrição

Peixe-pedra encontrado em uma piscina natural na praia de Tamandaré no dia 1 de fevereiro de 2026. O peixe-pedra, também conhecido como mangangá ou peixe-escorpião, pode ser encontrado em grande parte do litoral brasileiro. Seu nome científico é Scorpaena plumieri. Normalmente habitat águas rasas em ambientes de recifes de coral, permanecendo imóvel e camuflado entre rochas e algas. Como pode ser observado na foto, o peixe-pedra é um mestre do disfarce. Sua grande capacidade de camuflagem é fundamental para emboscar presas através notadamente da estratégia de caça conhecida como «senta e espera», também utilizada por outras espécies de peixes predadores como o peixe-lagarto. Para aumentar a sua capacidade de camuflagem, o corpo do peixe-pedra pode ser recoberto por uma grande variedade de espécies de algas que crescem e se desenvolvem sobre o corpo do peixe, principalmente na região da cabeça [1].

Assim como outros peixes-escorpião, representantes de Scorpaena plumieri podem ser bastante grandes, medindo aproximadamente 50 cm de comprimento. Uma característica marcante do peixe-pedra é a presença de uma série de espinhos presentes na região dorsal. É considerada a espécie nativa de peixe mais peçonhenta do Brasil [2]. Seu veneno tem efeitos no sistema nervoso e no sistema cardiovascular (cardiotoxicidade). O veneno é produzido por glândulas que ficam próximas aos espinhos dorsais. Quando ameaçado, o peixe-pedra pode erguer os espinhos. O envenenamento ocorre através da pressão mecânica sobre os espinhos, que rasga a bainha tegumentar da glándula para permitir a liberação do veneno junto com o muco presente na pele do peixe.

Acidentes com o peixe-pedra raramente são fatais. Seu veneno pode causar muita dor, edema no local da ferida, nauseas, vômitos, sudorese, taquicardia e hipotensão. O tratamento de acidentes consiste em banhos quentes e a administração de analgésicos sistêmicos para aliviar a dor [3].

Nesta foto, a cabeça do peixe-pedra está próxima de uma colônia de coral da espécie Siderastrea stellata.

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Observações

[1Ballantine, D. L., Navarro, J. N., & Hensley, D. A. (2001). Algal colonization of Caribbean scorpionfishes. Bulletin of Marine Science, 69(3), 1089-1094.

[2Campos, F. V., Menezes, T. N., Malacarne, P. F., Costa, F. L., Naumann, G. B., Gomes, H. L., & Figueiredo, S. G. (2016). A review on the Scorpaena plumieri fish venom and its bioactive compounds. Journal of Venomous Animals and Toxins including Tropical Diseases, 22(1), 35.

[3Haddad Jr, V., Martins, I. A., & Makyama, H. M. (2003). Injuries caused by scorpionfishes (Scorpaena plumieri Bloch, 1789 and Scorpaena brasiliensis Cuvier, 1829) in the Southwestern Atlantic Ocean (Brazilian coast): epidemiologic, clinic and therapeutic aspects of 23 stings in humans. Toxicon, 42(1), 79-83.

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