O pássaro-preto, conhecido também por outros nomes como graúna, chico-preto, arranca-milho, chopim, chupim, chupão, assum-preto, cupido, melro e craúna.
Eu tenho um carinho especial por essa ave, tanto que ele é símbolo de um núcleo de estudos em que faço parte na UNIVASF. Escolhemos o assum-preto por conta da canção popular eternizada na voz do Luiz Gonzaga:
“Tudo em volta é só beleza
Sol de abril e a mata em flor
Mas assum-preto, cego dos oio
Não vendo a luz, ai, canta de dor
Mas assum-preto, cego dos oio
Não vendo a luz, ai, canta de dor
[…]”
Essa música é um relato cruel que ocorre entre gaioleiros, principalmente na região do nordeste, que furam os olhos do assum-preto, pensando que assim ele cantaria mais na gaiola. O que é, na verdade, uma metáfora para a dor que é infligida e para a prisão que é criada em torno de uma condicionamento e a beleza que se faz nesse contexto.
A imagem do assum-preto colocada em nosso grupo de estudos, funciona como metáfora para as pessoas em vulnerabilidade e pensando também ele é um elemento da cultura nordestina.
Essa foto foi tirada na subida do Morro do Pai Inácio.
Câmera: Nikon Coolpix L820.
Data: 26/04/2025.






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