Besouro do gênero Pyrophorus (Família Elateridae) encontrado na Serra dos Cavalos, um brejo de altitude localizado na zona rural de Caruaru, Pernambuco.
Os besouros elaterídeos representam o segundo maior grupo de coleópteros bioluminescentes. Ao contrário da representação mais popular de que vagalumes possuem uma única luz no seu abdômen, as espécies de Pyrophorus também possuem duas lanternas laterais na região torácica, relativamente próximas aos olhos. É por isso que, à primeira vista, parece que os olhos do besouro emitem luz! Diferentemente também dos outros vagalumes, as lanternas de Pyrophorus emitem luz continua e muito intensa, talvez a mais brilhante entre todos os insetos bioluminescentes. A America do Sul abriga a maior diversidade do Mundo de besouros elaterídeos e a maior parte da espécies pode ser encontrada no Brasil. São conhecidos popularmente como cocujos ou salta-martins.
Um fato curioso é que os ovos e as larvas de Pyrophorus também são bioluminescentes. Quando molestadas ou atacadas por algum predador, as larvas podem emitir uma luz intensa ao mesmo tempo que regurgitam um liquido amarronzado, contendo uma mistura de proteases e glucosidases muito ativas que servem para a digestão extracorpórea. Algumas espécies de Pyrophorus depositam seus ovos em cupinzeiros e as larvas constroem tuneis na sua superfície. Logo após o por do sol, as larvas começam a emitir luz, provavelmente para atrair insetos alados [1].
A produção de luz visível destes insetos é causada pelo processo de oxidação de pequenas moléculas, as luciferinas, catalisado pela enzima luciferase, provocando a emissão de bioluminescência em uma grande gama de cores, do verde ao vermelho [2]. A função evolutiva da bioluminescência nestes besouros ainda é incerta. Evidências sugerem que a bioluminescência da lanterna abdominal é um sinal óptico para comunicação sexual intraespecífica, enquanto os sinais das lanternas torácicas servem para avisar os predadores e também podem fornecer iluminação em voo [3].






Seus comentários
# no dia 28 de novembro de 2023 as 21:47, por Jéssica
Gostaria de saber se é venenoso
# no dia 1º de dezembro de 2024 as 17:11, por Aléssio F.
Oi Jéssica, este besouro não é venenoso. Quer dizer, se eu fosse você não tentaria comé-lo. Mas pode ficar tranquila. Ele não pica nem transmite doenças.
# no dia 12 de novembro de 2025 as 19:50, por Francisco Rodrigues
Encontrei esse besouro em juquitiba (próximomata atlântica).
É normal essa espécie nessa região, ja que são do nordeste??
# no dia 14 de novembro de 2025 as 04:36, por Aléssio F.
Oi Francisco, bom dia! O gênero Pyrophorus não é exclusivo do Nordeste do Brasil. O besouro que você encontrou pode ser muito bem do mesmo gênero e provavelmente de uma espécie diferente.
# no dia 28 de novembro de 2025 as 16:08, por Asdrabuíno
ACHEI UM EM MEU SÍTIO.
DO TIPÃO ESTE BESOURO.
# no dia 17 de janeiro as 22:31, por Alex Lima
Encontrei um inseto desse aqui na região sul,
Fora do seu abitat natural que e o nordeste.
O que está acontecendo?
# no dia 22 de janeiro as 05:54, por Aléssio F.
Oi Alex, bom dia! Como expliquei em um comentário acima, respondendo a uma dúvida de Francisco, os besouros elaterídeos do gênero Pyrophorus são muito diversos. O Brasil é o país que possui o maior número de espécies de coleópteros bioluminescentes no mundo! Então, provavelmente, o besouro que você encontrou não é uma espécie diferente que vive em seu habitat natural na região sul do Brasil.