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Cobra cascavel

Publicado por Aléssio F.

no dia 10/11/2022

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Cobra cascavel

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Descrição

A cobra cascavel, ou simplesmente cascavel, é uma serpente peçonhenta da família Viperidae. Seu nome científico é Crotalus durissus. Esta espécie apresenta uma distribuição geográfica descontinua na região Neotropical, ocorrendo preponderantemente em regiões semiáridas, desde a região central do México até o norte da Argentina. No Brasil ocorre particularmente na Caatinga, Cerrado, Pantanal e enclaves mais secos na Mata Atlântica, estando largamente ausente na bacia amazônica [1]. Por causa de sua grande distribuição e isolamento de determinadas populações, acredita-se que Crotalus durissus é na verdade um complexo de espécies ou de subespécies diferentes [2] [3]. É considerada uma serpente de grande porte, podendo medir 160 centímetros.

Uma das principais características da cascavel é a presença de um guizo na ponta da cauda. O guizo é formado por vários anéis, que correspondem ao número de mudas de pele que a serpente realiza durante a sua vida. A cada muda, que ocorre geralmente a cada 6 ou 12 meses, dependendo da dieta, um novo anel é formado. Além disso, como em outras espécies da família Viperidae, as cascavéis possuem orifícios bem visíveis, entre os olhos e as narinas, conhecidos como fosseta loreal. Estas estruturas são órgãos sensoriais termorreceptores, capazes de detectar variações mínimas de calor no ambiente. A cascavel é uma serpente com hábitos noturnos e consegue detectar suas presas através de suas fossetas loreais e também com sua língua bífida (sinais químicos). Estas serpentes se alimentam majoritariamente de pequenos mamíferos (roedores e marsupiais) [4].

Crotalus durissus é uma espécie vivípara com ciclo reprodutivo sazonal. Seus filhotes nascem totalmente desenvolvidos após um período de gestação de 4 a 5 meses. A membrana da casca do ovo que envolve o embrião é muito fina, facilitando a justaposição entre o útero e membranas extra embrionárias, permitindo a troca de gazes e o fornecimento de água e nutrientes até o momento do nascimento [5].

As cascavéis apresentam dentição do tipo solenóglifa, com duas grandes presas sulcadas bem desenvolvidas localizadas na parte anterior da boca. A peçonha da cascavel, em seres humanos, apresenta efeitos neurotóxicos, miotóxicos e coagulante. As cascavéis são responsáveis pelo segundo maior número de acidentes ofídicos no Brasil. O maior número de acidentes é causado por espécies do gênero Bothrops (jararacas) [6]. Em caso de acidente com cascavel ou qualquer outra serpente peçonhenta, o Instituto Butantan, principal fornecedor de soros antiofídicos no Brasil, recomenda não fazer garrotes ou torniquetes, não fazer incisões no local da picada e não aplicar ou ingerir qualquer tipo de líquido tóxico ou bebidas alcoólicas. O paciente deve ficar em repouso e ser levado o mais rápido possível para um posto de saúde ou hospital que possua soro antiocrotálico.

Registro realizado na Estação Ecológica de Tapacurá, no dia 23 de setembro de 2022. Esta linda cascavel estava atravessando uma estrada da estação, próximo de meio dia.

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Observações

[1Wüster, W., Ferguson, J. E., Quijada-Mascareñas, J. A., Pook, C. E., Da Graca Salomao, M., & Thorpe, R. S. (2005). Tracing an invasion: landbridges, refugia, and the phylogeography of the Neotropical rattlesnake (Serpentes: Viperidae: Crotalus durissus). Molecular Ecology, 14(4), 1095-1108.

[2Velasco, J. R., Cox, C. L., Jones, J. M., Borja, M., & Campbell, J. A. (2022). How many species of rattlesnakes are there in the Crotalus durissus species group (Serpentes: Crtalidae)?. Revista Latinoamericana de Herpetología, 5(1), 43-55.

[3Carbajal-Márquez, R. A., Cedeño-Vázquez, J. R., Martinez-Arce, A., Neri-Castro, E., & Machkour-M’Rabet, S. C. (2020). Accessing cryptic diversity in Neotropical rattlesnakes (Serpentes: Viperidae: Crotalus) with the description of two new species. Zootaxa, 4729(4), 451-481.

[4Sant’Anna, S. S., & Abe, A. S. (2007). Diet of the rattlesnake Crotalus durissus in southeastern Brazil (Serpentes, Viperidae). Studies on Neotropical Fauna and Environment, 42(3), 169-174.

[5Almeida-Santos, S. M., & Orsi, A. M. (2002). Ciclo Reprodutivo de Crotalus durissus e Bothropsjararaca (Serpentes, Viperidae): mor-fologia e fungfio do oviduto. Rev. Bras. Reprod. Anim, 26(2).

[6Matos, R. R., & Ignotti, E. (2020). Incidência de acidentes ofídicos por gêneros de serpentes nos biomas brasileiros. Ciência & Saúde Coletiva, 25, 2837-2846.

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